terça-feira, 16 de outubro de 2007

sempre pode ser pior

hoje conversei com o consulado alemao no brasil por telefone.
1) o vice-cônsul que fez meu processo aposentou-se;
2) o substituto disse que o número de protocolo que eu apresentei não existe
3) no dia 25 expira o tempo legal que posso ficar na europa.

quer mais? tá bom... previsão de 6 graus pra hoje.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

noite de dia

quando lá fora o dia amanhece com cara de noite,
cabe ao sol interior iluminar o horizonte imediato.
é isso.

domingo, 7 de outubro de 2007

hoje, seu nome é, finalmente, saudade do brasil!

hoje é domingo.
começou com música.
assobiei hei boy, da rita lee, tantas vezes que a juliana disse que nãp conhecia a melodia mas já a tinha decorado. nem sei como essa música apareceu na minha memória...
diante do toque sutil, optei por um cd.
mas fui entrar de cabeça justamente em um mpb acústico, e, bobaaagem! foi logo desfilando kássia eller, gil, kid abelha, fagner, lulu santos, barão vermelho... pois é.
em três minutos, estava chorando.
tá bom, tá bom, que tal um youtubezinho, pra distrair?
ah! lembrei que meu novo amigo francês descolou o maravilhoso som do paul simon em obvious child, tocando no pelourinho junto com o olodum.
ah... prá que...
ouví e ví umas dez vezes.
o vídeo de 91 no youtube está perfeito.
e foi um tal de chora porque a batida é muito envolvente, e porque a melodia é linda, e porque... olha, que preto maravilhoso! nossa, que sorriso lindo tem essa mulata, olha só o sol, ah, dá uma dançadinha... puxa, acertei o passo! como pode? nunca liguei muito prá samba... rsrsrs... ah, tá cheio de varal com roupa pendurada, que já ví até em cristiania, copenhagen. e quem não tem nada com isso se mete e dança também. a vibração vem de dentro de cada um daqueles bumbos. entra na alma e buááá...
e foi assim.
foi assim que fui tirando a capinha tênue da pseudo nobre cidadã alemã lutando por um lugar ao sol baseada em expor aversões a comportamentos tidos como selvagemente subdesenvolvidos. as verdades, tão prontinhas que até embaladas estavam, foram-se dissolvendo entre as repetições do clip.
assim fui vendo que aqui dentro há uma salada mixta que não prescinde do indolente tempero baiano, nem do calor do sol, nem do sorriso portuga-preto-índio da vizinha ali de cima no morro do turano,

muito menos da criatividesperteza do carioca,
nem do escondimentodepropósitocomoquemnemviunada do mineiro...
foi assim que descobri que não é só saudade do mimi e da cocó.
é saudade de todo mundo que tá lá, mais o que o todo mundo tá fazendo, mais o que o todo mundo tá pensando e vivendo, mais o que tá acontecendo prá todo mundo e também só prá alguns.
tô com saudade do brasil, merrrmão!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

tereza, hoje foi seu dia

procurei você.
achei você. ainda em campos.
mas marcada aqui dentro de mim pra sempre.
nunca com tanta precisão e delicadeza pictórica alguém descreveu minha impossibilidade de passar despercebida, da qual eu às vezes reclamava.
sabe, amiga, sabe uma girafa? então, então imagina uma girafa na fila do mcdonalds, pedindo big mac. é você! acha que dá pra não notar?

perdão, tereza, perdão.
pela inconsistência do meu amor diante da responsabilidade do seu.
perdão, tereza, perdão pela certeza do montinho conquistado, pela pressa em substituí-la por um namoro novo, perdão.

pelo aniversário, parabéns. desejo de felicidade é até inútil, eu te sei feliz, você é feliz por dentro. para sempre a doce feiticeira sorridente capaz de tirar banquetes de despensas vazias, para sempre a heroína capaz de tocar trabalho, estudo, 3 filhotes pequenos, convivência civilizada com o ex marido, amor desmedido pelo amante filósofo e docura ao receber minhas viagens sem pé nem cabeca com todo o ferramental que jung, rogers, reich, moreno, buda e sei lá quem mais te permitiam, além da paciência extrema que só o amor que me tinhas possibilitava.

tereza, você ajudou-me a galgar alguns degraus na realizacão da ilusão: foi você quem me tranqüilizou, com minha cabeca no seu colo, quando disse, não tema, não se culpe, pois mesmo as mais profundas amizades têm seu ciclo, e um dia descem do clímax e chegam à separacão.

naquele dia, sem saber de nós duas, eu chorei. incrédula, chorei antecipadamente pela possibilidade de perdê-la. e... não só a perdi. eu a entreguei à saudade futura, desdenhando o sofrimento que causaria a você e a mim mesma.

tereza, não a vejo há 20 anos.

mas ainda a amo. e todos os dias em que seus cachos balancam diante dos meus olhos e sua risada enche meus ouvidos de franca alegria, eu lhe peco que me perdoe e que tenha sido feliz. apesar de mim.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

hoje tá demais...

sendo a última postagem de hoje, resolví botar um verdinho nisso!

a ju acabou de colocar uma luminária inteligente na sala. mas a dona sandra não sabia disso. aí, achei linda, tudo mais, mas o casal 20 não estava em casa para ser parabenizado. uau! vou deixar um bilhete. onde...? ué, na própria luminária. "dan e ju, ficou muito lindo!!!" aí, vou colocar o post it. e a luminária APAAGA!!! pois é. na minha cabeca de hoje, com a auto estima já rastejando sei lá onde, por alguns dolorosos segundos estraguei a luminária nova da ju! desliguei no interruptor. liguei. ela ligou. caiu a ficha. a sensacão de burrice e a de alívio mesclaram-se. venceu a paz.

fui buscar minhas roupas para o banho. minha mala está na garagem. levei o chaveiro. várias chaves. tentei a que eu sabia que era. não abriu. tentei outra. tb não. tentei todas. nenhuma. bom... vou no cadeado à esquerda, quem sabe... sumiiiiiuuu!

ufa.

errei de porta.

acho melhor ir dormir.

inadequacão


rs
tem dia que só rindo mesmo...

ontem à noite, na casa da silvania, amiga brasileira querida, vinda de sergipe, to vendo um movimento de comprar papel higiênico. acabou. o último foi agora pro banheiro. não tem problema, ainda tem papel toalha na cozinha. amanhã a gente compra. tudo bem.

assistimos ao excelente about schmidt com o jack nicholson e fomos dormir.

hoje cedo, manhã de intenso fog, bob e criancas vão para a escola, jacyra me chama para tomarmos café com uma amiga alemã que chega às dez, silvania vem, conversamos, silvania vai trabalhar (é enfermeira em um hospital da cidade) e... meio dia, vamos nos preparar para sair. escovar os dentes (ái caramba! a pasta ficou na christina), xixi e... o papel emperra na papeleira! levantei. puxei o papel. nada. continuei puxando e abrí a papeleira: pluft! quicou na borda do vaso e tchibum la dentro! não havia o que salvar.

karaka! que mico!

bom...

carona com a alemoa, chegamos à estacão onde jacyra toma o trem para gotemburgo. beijo, beijo, nos vemos, ah ta, nos vemos, tchau.

hmmm agora é focar no tal goulash que prometí pra juju.
será que tem batata pro purê?
melhor comprar. o ICA está aí do lado e o bus demora mais 10 minutos, dá tempo.
ufa, deu tempo.
ônibus lotado, hora de almoco, fiquei em pé. mochila nas costas, bolsa a tiracolo e saquinho de batatas na mão. ah! vagou lugar, que bom! tudo bem direitinho, andando só na hora que o ônibus está parado, porque o motorista fica esperando todo mundo se acomodar para andar, todo mundo bem quietinho, hmmm, que delícia de viagem tranqüila! banco de dois lugares, deu pra colocar tudo alí em cima.

já tava passeando por bagdá quando o ônibus deu uma parada um tiquinho mais brusca. e rolou. ou melhor, rolaram. o saco de batatas caiu e as bunitinhas foram passear sob as cadeiras de todos os velhinhos que normalmente ficam mais para frente do ônibus, sob os olhares pseudo impassíveis dos novinhos.

tem dia que mico é mato! melhor voltar rapidinho pro goulash!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

passagem de tempo

estou aprendendo a utilizar este blog e espero que dentro desse aprendizado também esteja a possibilidade de apagar as bobagens postadas.

hoje, primeiro de outubro, o peso de uma vinda possivelmente precipitada parece estar mais evidente. porém, nada que um suspiro bem fundo nao dê conta.

a experiência no Sanctuary em Tomelilla foi boa sim, muito mais do ponto de vista acontecimentos internos, inner healing, como eles adoram chamar, do que externamente, no que ví, fiz e ouví.

estou neste momento na biblioteca da universidade de lund, procurando sinceramente ocupar o tempo com construcoes, ainda que me saiba... digamos... clandestina. qual a diferenca? rs. a vontade decorrente dessa circunstância é destrutiva e não construtiva.

quero que este seja um recurso de compartilhamento de experiências de viagem sob circunstâncias controversas, mas há que superá-las para descrevê-las e ainda sim positivar os atos e sentimentos sob sua influência.

enfim, 11h de 01.10.07. até meia-noite é hoje (e essa brasilidade eu não perdí).