O labirinto em que vai se transformando o universo imediato no decorrer da inserção de novos objetos pela ânsia do dia a dia, transforma em verdadeiras viagens cada pequena inciativa de encontrar os fios da meada quando estes se fazem necessários.
Pegar do chão uma folha de papel que caiu em um cantinho é uma aventura entre gestalts a espera de sua priorização. Aquela meia que veio ontem da máquina de lavar encontra-se, antes de atingir sua morada, com o casaco molhado da chuva desta tarde, e o documento a ser preenchido para entregar amanhã descobre-se admirando as fotos do último escândalo financeiro alemão nas páginas do jornal que serviu de apara para que as gotas não obnubiliassem a capacidade aumentativa dos óculos nas andanças da sua portadora pelo mundão lá fora.
Sim, nove meses se passaram.
Nove meses no quais gradativamente a interioridade adaptou-se às brutais transformações do ambiente.
Sou a mesma, mas diferente. Sou a mesma. Mais a mesma do que até então.
Estou de volta. E vale a pena descrever a peregrinação, mesmo que seja apenas para que eu mesma me lembre de com quais passos contruí meu caminho.
Não importa onde eu esteja, nem que as pessoas não se vejam ou que a escuridão transmita insegurança aos passos. Importa que a lu sempre estará lá, amarela e diferenciada, servindo de pouso para olhos apaixonados.
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